Pensamentos Imperfeitos

Agosto 17 2009


 

Foi só um tom de voz um pouco acima do normal. Foi o não grites comigo ou o não te chateies. Foi o querer estar perto de ti e querer daqueles teus abraços, daqueles nossos dias, daqueles intervalos a ir ao café rotunda... Às nossas aulas (de português com a Claudinha Venâncio ou a de Matemática de manhã com o prof. Mário Rui! Então e as de psicologia com aquele sujeito com um caracol tão sexy? ^^), ao grupo de AP, aos bons tempos passados. É as saudades...


É as saudades tuas, deles, de todos. De me fazerem rir e esquecer por momentos.

São os bons tempos, é sentires que estás/estão perto.



Adoro conferências ao telefone, adoro sentir que estavam todas (ou parcialmente) ali.



Minha Ana, andas frágil, instável.

Não questionem.



(Hoje tive fobia de sair de casa até me telefonares. Ver pessoas? Falar? Ir lá para fora? Nem pensar. Em casa? Também não se estava bem, há um sitio que onde queria estar mas esse não é propicio à realidade. À tarde, praia com a Mãe e os Irmãos, foi o à vontade, o sentir bem, recuperada. Obrigada a muitas pessoas neste momento. Amanhã o dia será melhor.)


Julho 28 2009

Um segundo, um minuto, horas passam e tudo fica na mesma. O quarto na penumbra, as estrelas brilhantes lá em cima, a música toca num mecanismo já habitual e monótono. Caem lágrimas, doem os olhos, a dor de cabeça vem, os pensamentos lógicos retraem-se, o desespero instala-se, a coerência foge de um mal repentino, a posição fetal vem para me proteger.


O que és? Não sei, sei apenas que vieste.


 

 

Talvez se desistisse de lutar, talvez se apenas me lixa-se. Cansei-me sabes disso.



Sim, tudo parece simples e pouco difícil de completar, mas se me explicassem porque é que tudo se torna tão grande na minha cabeça até agradecia. Eu sei que sou mais forte que isto, eu sei, mas estar a porra de todos os segundos a aguentar, a superar, a ultrapassar, a ganhar constantemente vitórias e ao mesmo tempo derrotas é cansativo. E não me perguntem se já estou melhor, ou se ainda faço isto ou aquilo, se penso ou não penso, prefiro que não me perguntem. Eu vou indo não vêm? Uma rapariguita normal de um lado para o outro.



Desculpa Mãe por não te ter respondido.

 

 

 

Promete que ficas mesmo a meu lado e não me largas.


Maio 12 2009

 

Do lado de lá ouço-te chorar.

O meu coração aperta e fico sem ar.


Ok, chorar faz bem mas... Sê forte comigo. Por alguns momentos, por favor.

Perceberam que me magoaram bastante mas não vos quero fragilizar.

Chorei no teu colo e assim durante longos minutos fiquei.

Odeio o facto de terem de trabalhar até tarde.

Odeio o facto de não haver tempo.

Eu sei, é a vida. Mas na mesma odeio.

 



Por vezes sinto dificuldade em ser forte, ultrapassar desafios e obstáculos, não ter a tentação de cair e não me levantar mais se à minha volta reina a fragilidade e a insegurança. Nada é perfeito, eu sei. Tento sair deste ambiente mas não gosto de vos ver chorar. Por vezes torna-se sufocante ou até mesmo angustiante. Mas, vejo isto com um lado positivo...

Afinal trata-se de tornar-me mais forte ainda não é?


Apesar de tudo são os melhores, lutam e lutam afincadamente por todos nós e assim quero-vos ver durante anos e anos.


Dou-vos a atenção e o carinho que merecem, penso que talvez tenham tudo aquilo que desejariam. Não se esqueçam que os melhores momentos vêm depois dos piores, quando aprendemos, vemos a vida de outro angulo.


Amo-vos, do fundo. Lá em baixo, vendo-me berrar e gritar, apagar-me no tempo, a Ana agressiva, os isolamentos, as "más" palavras e factos denunciados. Tudo isto ultrapassámos juntos, sem me abandonarem. Maior prova que são especiais? Não há.

E viram a Ana florescer.



Hoje não foi um bom dia. Doíam-me os olhos ainda de chorar.

Hoje o humor só apareceu depois de todos os "pontos" stressantes terem passado.

Hoje não tive para ninguém, eu sei. Desculpem.

 

(quando poder vou comentar os vossos blogs todinhos ! ^^)

publicado por Bolha às 21:54

Abril 26 2009


A casa mergulhada num silêncio profundo.

Eu agarrada a números, raízes, limites, probabilidades e trigonometria.

Tal e qual como a casa se fecha nela mesma, fecho-me no meu raciocínio, na minha mente e deixo-me estar.

Ouço-me, sinto tudo a deslocar-se de um lado para o outro. "Para este problema vou precisar disto e daquilo..." Sinto como se fossem ratinhos da biblioteca a procurarem grandes estantes à procura da solução para dar o próximo passo.

Percorrem milhões e milhões de quilómetros em segundos.

Fascinante.


Por momentos distraio-me e saiu desta confusão mental. Ouço o vazio da minha casa, sinto a tranquilidade dentro dela. E tenho a necessidade de fazê-la desaparecer.


A casa é grande, percorro-a de um lado ao outro. Meto os phones nos ouvidos e danço, faço com que ela deixe de estar na penumbra e fique ao meu ritmo.


 

1 . . . 2 . . . 3 . . . Danço loucamente .


Por vezes a loucura chega, percorre-nos pelas veias, sentimos a adrenalina.

Sentimo-nos vivos.

 

A loucura por vezes vem e ainda bem !

 

(Dizem que os números são perigosos para a nossa sanidade mental. Será? Enlouqueci? Não!)

 




Isto foi escrito ontem.

Sabem? Tenho oscilações bruscas de humor.

Estava eufórica antes da suposta "noite". O jantar foi óptimo, ri-me tanto mas tanto, mas chegou um momento, na baixa, do género: "Tirem-me daqui rápido!!"

A instabilidade de humor é tanta que cheguei a casa e a única coisa que consegui fazer foi deitar a minha cabeça na almofada e chorar.

Não me perguntem o porquê.

Não sei.

 

(odeio, odeio com todas as letras todos estes momentos)

 

P.s: O tempo é escasso, as horas de cansaço chegam, mil e uma coisas para fazer.

Daí eu pedir desculpa por não conseguir ir comentar os vossos blogs ! =S

Assim que consiga vou.


Um pequeno canto, sabes aquele sitio ? Como é que explico . . . A tua pequena bolha que te separa do mundo na qual pensas, reflectes, sais de ti . . . Voas ! Quando te sentes verdadeiramente livre.
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