Pensamentos Imperfeitos

Agosto 15 2009

 "A vida não é triste, tem horas tristes."

 

Lembro-me de tudo o que tive, do que tenho e poderei vir a ter... Deixo o meu corpo relaxado, invadido pelo clima do ar e pelo som que se propaga calmamente. Novamente aqui, na casa que é minha, novamente no meu espaço... Abro todas as portas, ligo o som do rádio, lixo-me para os vizinhos e ponho no máximo... Salto, solto o cabelo, deixo-o voar livremente... É meu, tudo o que salta é meu e só meu, o meu corpo, possuo-o, sou eu que trato e cuido dele. Se não gosto destruo, se o adoro abraço-o... Hoje o dia começou da melhor maneira, com um sorriso, com aquele bem-estar de estar com quem estou, de possuir a tal compreensão... Hoje o dia foi para a minha família e para mim... Hoje fui minha por horas, hoje olhei para a imagem reflectida e disse: "You are crazy!", e mais uns tantos saltos e passos para além e para cá... Abrir e fechar de luzes, a casa rodou para mim, respirou oxigénio, sentiu-se viva, ouvi-a por instantes.


 

Não, hoje não apareceste tu, aquela Ana que assusta, que possui olheiras, sem brilho, inchada de tantas lágrimas e angustias por derramar...

Não, hoje estava leve que nem uma pena . . .


Agosto 13 2009

 

EQUILÍBRIO !

 

 

 

 

Acima de tudo peço tranquilidade, sossego, compreensão e que esteja a meu lado. Pode não me curar ou guardar-me numa caixa, ok eu percebo! Aliás temos de meter os pés assentes na terra certo? Mas ajude-me, não se afastaste, continue nesta caminhada comigo, a meu lado, não faça nada por mim apenas fale, fale ao meu ouvido, apoiando-me e dizendo-me suavemente:

 

"Mais um passo, outro obstáculo. Vês? Estás a conseguir!"

 

Tem a magia de apenas com a sua voz acalmar-me, meter-me nos eixos... Quando fala naqueles momentos, que apenas  você sabe a intensidade, as coisas perdem a capa escura e destacam-se na escuridão! Parece ser tudo tão simples e menos complicado. Ajuda-me, ajuda-me muito e acredito piamente quando me diz que me conhece bem, digo mesmo que, "Conhece imensamente bem.". Consigo sinto-me segura, segura ao percorrer as ruas, ao pensar, ao deitar lágrimas, ao lutar por algo que diz que existe.... Segura a tomar, já numa forma de ritual, todos os dias, os comprimidos, segura quando vou abaixo, segura em momentos de tensão interior e exterior... Segura porque simplesmente confiei em si!

 

 

Ninguém na verdade disse que seria fácil mas também ainda ninguém me disse que não seria capaz!

 

Gosto muito de si, sabe disso.

 

 


 

 

Esta fase não está a ser fácil não, mas não é por isso que irei deixar de sorrir, não, isso só me tiram por instantes, momentos que até podem ser só meus.

 

 

Sorrir, porque não?

 

 

 

Mesmo à pouco falei com uma menina que conheço à pouquíssimo tempo, foi estranho mas reconfortante ao mesmo tempo, porque não também fazer coisas que possam parecer completamente estapafúrdias? Deixei de pensar no errado ou correcto, no lúcido ou louco, nas aparências, nas configurações... Farta do boneco que a sociedade quer que eu seja, sou assim, posso ser muito honesta e humilde, de coração demasiado aberto... Não quero saber! Eu gosto das pessoas, se não me fazem mal porque não entrarem ou ficarem um pouco a conhecer? Mas, se me fizerem mal, não forem sinceras, vão atingir outra que, estou farta de pessoas que na verdade nem têm nome. Eu sou assim.


Agosto 09 2009

 

Passou rápido, a uma velocidade que metia medo. Sirenes ligadas, sem barulho pois era já de noite. No carro onde estava, todos faziam imenso barulho e eu simplesmente, sem pensar, mandei-os calar e respeitar aquele ou aquela que iam no veículo que nos tinha ultrapassado... A ambulância de luzes ligadas, indicava uma urgência, de certeza que estava ali alguém, via-se uma pessoa (com certeza médico) de pé. Por um grande momento deu-me um arrepio, veio-me à cabeça a suposta pessoa, talvez a lutar pela vida, deitada numa maca... Transmiti-lhe força, com certeza que não desejaria que o seu percurso acabasse por alí! Teria tanta coisa ainda por viver.

 

 

Nessa altura, calei-me e novamente o barulho à minha volta começou a levantar-se.

Calei-me, olhei para a frente, foquei as luzes azuladas que piscavam lá fora, o meu pensamento estagnou, chamei-me

"Egoísta!"

 

 

Fogo, ainda são capazes de questionar os meus momentos de "Tristeza sem fundamento"?

É que nem quero falar. Sim, sim, sou a mesma não vêm? Às vezes parece que saí sem metade de mim. Por vezes nem digo o que me passa pela cabeça para não me chamarem anormal. Essencialmente vou neste caminho por vocês, e não sabem o quão difícil é contrariar.

 

Para os outros tudo é sempre mais fácil.

 

 

O ódio consegue pesar!

 

 

Sai-me da cabeça ! Pára. Porra vai-te lixar. Complicada!

publicado por Bolha às 09:48

Agosto 02 2009

 

Após a extensa tarde, de um lado para o outro na baixa, fui para a estação e pedi o bilhete para o próximo comboio. Esperei, sentada, pelas 4h20... De um lado para o outro as pessoas vinham, umas apressadas, outras nem tanto. Estavam também lá jovens da minha idade, de mochilas às costas, pranchas de surf, iam acampar... Não eram de cá, vinham do norte. Se me apetecia isto? Nem pouco mais ou menos, lá fiquei no meu mundo... Dirigi-me, quando eram já horas, para a linha três e entrei na primeira cabine. Sentei-me e olhei em frente. Lá estavas tu... Despertaste logo a minha atenção pois, no teu colo, possuías um caderno, estavas de lápis na mão, pensativo preenchias páginas com a tua escrita. Nessa altura desejei ir ao pé de ti e perguntar-te o que tanto escrevias... Olhavas para qualquer lado, como se procurasses respostas ou inspiração, depois concentravas-te novamente no caderno... Eras mais velho que eu mas durante alguns instantes observei-te. Estavas sozinho e isto parecia ainda te preencher e iluminar. Não sorrias, mas pelos cantos da tua boca notava-se um leve sorriso. Num momento levantaste-te e foste á janela, afias-te o lápis lá para fora...

 

 

Enfeitiçaste-me e deixaste-me tranquila... Pensei para mim: "Afinal ainda existem!"

 

 


Um pequeno canto, sabes aquele sitio ? Como é que explico . . . A tua pequena bolha que te separa do mundo na qual pensas, reflectes, sais de ti . . . Voas ! Quando te sentes verdadeiramente livre.
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