Pensamentos Imperfeitos

Agosto 17 2009


 

Foi só um tom de voz um pouco acima do normal. Foi o não grites comigo ou o não te chateies. Foi o querer estar perto de ti e querer daqueles teus abraços, daqueles nossos dias, daqueles intervalos a ir ao café rotunda... Às nossas aulas (de português com a Claudinha Venâncio ou a de Matemática de manhã com o prof. Mário Rui! Então e as de psicologia com aquele sujeito com um caracol tão sexy? ^^), ao grupo de AP, aos bons tempos passados. É as saudades...


É as saudades tuas, deles, de todos. De me fazerem rir e esquecer por momentos.

São os bons tempos, é sentires que estás/estão perto.



Adoro conferências ao telefone, adoro sentir que estavam todas (ou parcialmente) ali.



Minha Ana, andas frágil, instável.

Não questionem.



(Hoje tive fobia de sair de casa até me telefonares. Ver pessoas? Falar? Ir lá para fora? Nem pensar. Em casa? Também não se estava bem, há um sitio que onde queria estar mas esse não é propicio à realidade. À tarde, praia com a Mãe e os Irmãos, foi o à vontade, o sentir bem, recuperada. Obrigada a muitas pessoas neste momento. Amanhã o dia será melhor.)


Julho 27 2009

 

Esperaria acordar hoje de manhã, bem cedinho, tomar o meu banho e vestir-me confortavelmente para um novo dia com vocês... Depois seguia-se um bom pequeno-almoço, sim porque é preciso muita energia para vos aguentar, e preparar a mochila... A toalha, os bens essenciais, a garrafa de água e a lancheira. Olhar o relógio e pegar nas chaves, despedir-me dos meus pais e sair de casa... Dirigir-me à bomba de gasolina onde estaria a minha boleia e as companhias incríveis que me acompanhariam ao longo do dia... Um "Bom Dia" recheado de sorrisos e entusiasmo, transmitindo força ao mesmo tempo... E aí seguíamos nós para um novo dia, uma nova aventura, novas coisas a descobrir...

 

 

 

Sim já tenho saudades vossas e apenas passou três dias... Quero os vossos abraços, ouvir a vossa fala e até mesmo as birras insuportáveis... Quero o "não piu" e o "oh caraças" do pequeno André, o riso tímido do outro André ao meter-se comigo, as conversas sem fim da nossa companheira Vera, o sorriso delicioso do Bruno, as cócegas da Mariana, as birras e amuos da Natália, o riso provocador do João, o pirralho Afonso sempre de um lado para o outro, os três que não se separam e que só às vezes é que os aguento, até da menina Alice que tenho algum receio, quero olhar para a sua face e tentar desvendar cada curva da sua expressão, tentar perceber o que me quer transmitir... Quero-vos a todos novamente...

 

 

Ainda me está na memória meu pequenino André, o nosso Buda, aquele dia em que chatei-me contigo a sério, mas mesmo a sério, e que no fim, depois de tudo, dirigiste a mim e sorriste daquela maneira em que as covinhas das bochechas se acentuam, e deste-me um grande beijinho!

 


A melhor experiência sem sombra de dúvida !



Alegraram-me os dias, fizeram-me sentir útil, agora é hora de partir para outra aventura certo?

 

 

 

(Vá Ana, não desistas, agora não... Acho que amanhã vou apanhar um valente puxão de orelhas! =S )


Julho 13 2009

 

No silêncio das estrelas deixaste-me estar, no silêncio da noite fico por aí, talvez perdida sem nada a fazer. Rebolo e rebolo, tento adormecer porque assim o tempo passa mais depressa. Imagens, recordações, momentos passam na minha cabeça como se de um filme se tratasse. Olho para o "a seguir", Meu Deus, tanto para fazer, tantos mistérios que até fazem moça, tantos segredos, tantas interrogações! Depois passo para o "agora" onde nada se desmistifica, apenas corre como o sangue nas veias. Não sei o que queres que te diga Coração meu, nem faço a mais pequena ideia. Olha para mim, directamente para os meus olhos. Olha na profundidade da alma e diz-me o que vês que eu estou confusa e quase cega. Se me vendaram os olhos por dentro? Só se fui eu mesma mas, por agora ajuda-me a não cair e leva-me pela tua mão quente, na qual tantas vezes confiei o mais profundo de mim. Houve momentos sim, apenas teus e meus, oh se houve! Não queiras sair do meu peito, caminhando mais depressa que eu, anda ao meu ritmo, anda, não me deixes.

 

 

 

 

E sim, sinto a alma irrequieta !

 

 


 

Hoje 2 horitas de condução para perder o medo logo pela manhã! ^^

Hoje cinema, sentindo-me bem, e não, não me escapas! xD (amanhã vai ser bonito!)

Hoje falando com a minha Nês ao telefone, que me faz rir e rir.

Hoje também ler, "O vendedor de Sonhos"

 

(Cheguei a esta fase! Candidaturas ! Nunca pensei recear tanto. =S )

 

 

 

Hoje acordei com um sorriso disfarçado, hoje o dia em princípio irá correr melhor!

 

 

 

 

"A tua ajuda é preciosa e, claro, ajudo-te sim."


Julho 05 2009

 

Parece que volta tudo atrás, parece que todos os passos que dei em frente não foram nenhuns. Há momentos que parece que recuei e voltei à mesma, existem mesmo aqueles que me deixam sem qualquer tipo de motivação e me fazem acreditar que nem vale apena tentar mais uma vez. Sim podem dizer que sou melancólica, virada para mim, demasiado introspectiva. Digam tudo o que quiserem, já nem me interessa. É verdade, não estou sempre sorridente e nem sempre a vida me corre bem, nem sempre é como eu queria que fosse. Sim também gostaria de estar "boa" de um dia para o outro, que fosse imensamente fácil, fosse apenas uma poça para passar, mas não. Até podia fazer como muitos, simplesmente sorrir quando não lhes apetece e esconder de tudo e de todos. Já fui assim, não aprendi nada, só sei que nos deixa pior. Portanto sou assim, não sou menina popular que adora sair de casa a toda a hora e a todo o instante, tenho fases e alturas, tenho momentos, sei quando não vale apena estar com alguém e quando vale. Sei que tenho de respeitar os momentos que o meu corpo pede sossego, não sei se será para sempre, mas neste momento sou assim. Sei quando consigo sorrir de vontade e sei que quando não há sorrisos esboçados do meus lábios fico transparente, impaciente para mim mesma, corruo por dentro e não falo, não há nada para dizer, nessas alturas é mesmo "Deixem-me ir para casa!". Se sou anormal? Epá, acho que não, gosto do meu espaço, tenho de ter momentos só meus por muito maus que possam ser, tenho de aprender. Se com isto tudo afasto as pessoas? Quem compreende e respeita, não me julga, meu amigo é. Como um dia um amigo meu me disse, "Só faz falta quem está!". Enfim, quem sabe, sabe, quem não, pois fica à margem.

 



Hoje, agora talvez, precisasse de estares a meu lado como estavas, de olhares para mim, como naquele dia, vires as lágrimas escorrer e apenas dares-me o ombro. Nada mais, nem ai nem ui, sabes que não há rigorosamente nada a dizer. Enfim...


Se estou bem? Acho que sim, há sempre qualquer coisa, não sei bem o quê, um peso de um lado.

 

 

(um destes dias pode ser que me dê uma pancada para escrever algo completamente estúpido!)


Um pequeno canto, sabes aquele sitio ? Como é que explico . . . A tua pequena bolha que te separa do mundo na qual pensas, reflectes, sais de ti . . . Voas ! Quando te sentes verdadeiramente livre.
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