Pensamentos Imperfeitos

Julho 27 2009

 

Esperaria acordar hoje de manhã, bem cedinho, tomar o meu banho e vestir-me confortavelmente para um novo dia com vocês... Depois seguia-se um bom pequeno-almoço, sim porque é preciso muita energia para vos aguentar, e preparar a mochila... A toalha, os bens essenciais, a garrafa de água e a lancheira. Olhar o relógio e pegar nas chaves, despedir-me dos meus pais e sair de casa... Dirigir-me à bomba de gasolina onde estaria a minha boleia e as companhias incríveis que me acompanhariam ao longo do dia... Um "Bom Dia" recheado de sorrisos e entusiasmo, transmitindo força ao mesmo tempo... E aí seguíamos nós para um novo dia, uma nova aventura, novas coisas a descobrir...

 

 

 

Sim já tenho saudades vossas e apenas passou três dias... Quero os vossos abraços, ouvir a vossa fala e até mesmo as birras insuportáveis... Quero o "não piu" e o "oh caraças" do pequeno André, o riso tímido do outro André ao meter-se comigo, as conversas sem fim da nossa companheira Vera, o sorriso delicioso do Bruno, as cócegas da Mariana, as birras e amuos da Natália, o riso provocador do João, o pirralho Afonso sempre de um lado para o outro, os três que não se separam e que só às vezes é que os aguento, até da menina Alice que tenho algum receio, quero olhar para a sua face e tentar desvendar cada curva da sua expressão, tentar perceber o que me quer transmitir... Quero-vos a todos novamente...

 

 

Ainda me está na memória meu pequenino André, o nosso Buda, aquele dia em que chatei-me contigo a sério, mas mesmo a sério, e que no fim, depois de tudo, dirigiste a mim e sorriste daquela maneira em que as covinhas das bochechas se acentuam, e deste-me um grande beijinho!

 


A melhor experiência sem sombra de dúvida !



Alegraram-me os dias, fizeram-me sentir útil, agora é hora de partir para outra aventura certo?

 

 

 

(Vá Ana, não desistas, agora não... Acho que amanhã vou apanhar um valente puxão de orelhas! =S )


Julho 02 2009

 

Jogos de dança e de luz, experiências marcantes, pessoas sem igual. Volta e volta, porque o teu tempo chegou, solta-te, não receies, não receies de seres tu. Basta um gesto, um simples gesto e transformas o mundo, transformas-o num bonito jardim recheado de cores e cheiros distinguíveis à distancia. O quanto um sorriso transforma, o quanto as crianças nos ensinam, o quanto elas nos fazem pensar. No nosso próprio mundo, este mundo que é diferente delas. . .

 

Uma menina chamou-me a atenção, de olhar fixo no horizonte, recolhida em si sem qualquer contacto com o exterior. Menina amável, muito simpática quando nos dirigíamos a ela, um pouco receosa mas sempre que recorríamos à sua atenção ela dava o máximo que conseguia. Ao lado de um irmão protector, responsável talvez em demasia para a sua idade, caminhava segura, dava-lhe a mão. Um amor sem igual, impressionante e muito bonito de ser ver, a sua cumplicidade. Através de expressões faciais e de alguns barulhos que não conseguíamos distinguir percebíamos um pouco como ela se estava a sentir. Na altura em que o mundo e a brincadeira que se desenrolava pareceu-lhe angustiante e até terrifica para ela, chorou, chorou fortemente, recolhida nos seus braços, recolhida no seu mundo. O irmão abraçou-a, deu-lhe a máxima atenção, puxou-a e percebeu que a sua pequena irmã queria dar uma volta, longe dos outros, e assim foi, dando a mão à sua irmãzinha, à sua pequena irmã que, para ele tornara-se a sua maior preciosidade e responsabilidade. Não foi só esta menina magnífica que me fez curiosa e extremamente realizada no final do dia estafante de trabalho, foram todos eles, o menino das bochechas, que estava sempre em posição de buda, agarrado á sua pá, aprendeu nesse dia que era um sapo, ria-se tanto, mas de uma forma pura e contagiante, meu pequenino, deste-me uma grande alegria quando me deste a tua pequena mão rechonchuda. Depois foram outros, a menina que eu teimava a chamar pelo nome ao contrário e que me deu uma valente dentada no pé, xD, e um chapadão no olho, mas ela tão amorosa a pedir desculpa. Brincava comigo na água, ela, tal e qual como todos eles, adora a água e eu ensinei-lhe como nadavam os golfinhos e os sapos, já que ela só sabia como nadava o tubarão. Uma outra rapariga já grande, com corpo de pequena, mas com uma idade mental próxima da minha, fantástica ! Estou à espera que ela me ensine a dançar.

 

Tantas coisas experimentadas num só dia, tantas emoções e alegrias. Adorei e estou ansiosa para que chegue um novo dia! Tive pena de não os acompanhar hoje, tenho saudades vossas ! É impressionante! Contagiaram-me.

 

 

Pequenos que me fizeram sentir realizada.

Muito obrigada a vocês pequerruchos.

 

(vocês sabem, quando tiver algum tempinho livre respondo aos mails sim? Desculpem, mas também quero escrever como deve ser não é?! ^^)

 


Um pequeno canto, sabes aquele sitio ? Como é que explico . . . A tua pequena bolha que te separa do mundo na qual pensas, reflectes, sais de ti . . . Voas ! Quando te sentes verdadeiramente livre.
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